sexta-feira, 1 de abril de 2011

Gedeon de Alencar e os 100 anos da AD


No dia 18 de junho de 2011, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus estará comemorando 100 anos de fundação. Uma grande festa está sendo preparada em Belém do Pará para festejar o centenário desta que é a maior denominação protestante do Brasil.

Há vários livros que contam a história da AD no Brasil, especialmente os publicados pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), porém gostaria de mencionar, com grande prazer, o livro Assembléia de Deus - Origem, implantação e militância (1911-1946), do sociólogo cristão Gedeon Alencar, publicado pela editora Arte editorial. Adquiri este livro recentemente e já estou iniciando a 2o. leitura.

Em 2000, Gedeon apresentou a dissertação de mestrado "Todo poder aos pastores, todo trabalho ao povo, todo o louvor a Deus - Assembléia de Deus: Origem, implantação e militância (1911-1946)". Após 10 anos, o mesmo escritor de Protestantismo Tupiniquim retorna com a versão em livro que, para este assembleiano à frente do laptop, é fenomenal!

Muita questões não respondidas e fatos curiosos à respeito dos primeiros anos da AD são colocados em discussão por Gedeon: A igreja como meio de inserção social dos desfavorecidos onde todos têm voz; a rápida expansão do evangelho "também" explicada pela crise da borracha; a disputa de poder na Convenção de 1930; entre muitos outros fatos. Embora não seja o objetivo explícito do autor, essa discussão traz reflexão sobre o que a AD é, e o que "deveria" ser, baseado no que ela foi no início. Por exemplo: Porque a AD começou sob o nome Missão da Fé Apostólica, e mais tarde mudou para Assembléia de Deus? Porque a AD no período analisado era contra a criação de seminários? A explicação de Gedeon, com base histórica é reveladora...!

Filosofando sobre os assuntos explicitados, este livro trouxe-me saudosismo à uma época em que eu não vivi. Hein? Como assim? Isso mesmo! Uma época em que "...os primeiros cultos/reuniões foram realizados em residências, alpendres, debaixo de árvores e esquinas. Nestes lugares não havia púlpitos; platéia e oficias estão no mesmo nível..." (p. 149). Contudo, com o passar dos anos, " a igreja cresce, começa a se institucionalizar, adquire um patrimônio, nasce os cargos, surgem os trâmites burocráticos e, fatalmente a problemática da disputa de poder." (p. 148)

Recomendo a leitura deste livro, que tanto contribue para a história da Assembléia de Deus no Brasil.


Moisés Pena

2 comentários:

Vicente de Paulo disse...

Paz do Senhor Moesés, obrigado pela sua visita ao meu blog, comentário e correções. Desculpe-me se a tentativa de fazer uma analogia com o que acontece no mundo esportivo não foi bem clara e também falha em alguns pontos. Tentei apenas dizer que todos os problemas em torno do centenário é fruto de competição entre algumas pessoas e não da membresia da igreja.

Moisés Pena disse...

Compreendido querido Pastor. Deus o abençoe!

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