terça-feira, 9 de março de 2010

A Música Mundana de John Neschling

Eu estava algum tempo curioso a respeito deste livro por se tratar de uma das figuras mais polêmicas do cenário musical clássico brasileiro, o maestro John Neschling. Idealizador de um projeto audacioso e sem precedentes na história da música sinfônica no Brasil, Neschling levou a OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) de uma realidade de descaso e abandono, ao legado de melhor orquestra da América Latina e com fama internacional. Com uma personalidade forte e nada fleumática, o maestro ofereceu novas pespectivas para a música clássica em termos de planejamento, logística e execução. Talvez alguns - por motivos óbvios - não queiram reconhecer que muitas orquestra brasileiras passaram a ver a OSESP como exemplo de gestão e qualidade.

O livro Música Mundana, lançado pela editora Rocco, releva detalhes importantes da vida do maestro. Ele descreve - embora algumas vezes de modo sucinto - fatos da reestruturação do OSESP que se iniciou em 1997, até sua saída do posto de Regente Titular e Diretor Artístico em 2008. O detalhe interessante deste livro é que, entre relatos de sua convivência com a OSESP, o maestro volta ao passado e compartilha experiências de sua vida pessoal e musical que foram importantes para a tomada de decisões e projetos estabelecidos para a orquestra. É um livro belíssimo e que, a despeito da não comprovação da veracidade de alguns fatos, mostra o lado perfeccionista e visionário de John Neschling, que muito contribuiu para o desenvolvimento da música sinfônica no Brasil.

Não há "mais ou menos" quando se trata de qualidade artística, e, portanto, não pode haver "mais ou menos" na concepção e realização da arte. John Neschling

1 comentários:

Filósofo João Emiliano disse...

Olá antigo amigo e irmão Moisés. A PAZ do Senhor, caro eleito de DEUS. Como vai? Excelente post. Até que enfim, neste Maestro John Neschling, um brasileiro não fleumático ou blasé ou cheio de dolo no coração. DEUS abençoe o Maestro Neschling, sempre.

Mas, se me pemite filosofar a respeito da Arte, um pouco. Ora, se a Arte é a expressão de impressões, portanto, parece-me que a arte é algo subjetivo ou ligado ao sujeito ou a cada um particularmente. Então, o Maestro John Neschling, deve ter infernizado a vida dos seus regidos e demais artistas ligados a essa orquestra estatal paulista, porque ele quis impor o seu próprio subjetivismo impressionista de artista músico contra o que para ele aparentava ser um "mais ou menos", segundo palavras do próprio Neschiling, por parte dos outros artistas músicos?

Filosofar não ofende, né? (risos)

ABRAÇOS caro irmão! (:

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